Se você está procurando formas de potencializar o ensino da língua inglesa, certamente sua primeira pergunta deve ser: “O que ensinar?”. Nós, como educadores, temos o papel de educar para a formação do cidadão, agregando habilidades que são importantes para a vida em um mundo que não para de evoluir. O modelo de ensino baseado em Metodologias Ativas é um caminho que nos guia para extrair aquilo que há de melhor no aluno, incentivando-o a aprender de forma autônoma e participativa.

No TBS, trabalhamos ativamente com essa abordagem de ensino, e aqui compartilhamos um pouco dessa experiência com você.

Para saber mais, continue a leitura do artigo.

Afinal, o que são Metodologias Ativas?

O principal objetivo da abordagem é incentivar os alunos a aprender de forma autônoma e participativa a partir de problemas e situações reais. A proposta é que ele esteja no centro do processo de aprendizagem, participando ativamente e sendo responsável pela construção de conhecimento.

Mas, todo aprender não é ativo?

Tradicionalmente, e com certa frequência, a educação é confundida com memorizar, fazer provas e tirar notas. Quando falamos de Metodologias Ativas, estamos falando de algo que foge dessa estrutura. Trata-se de mobilizar as mais diversas competências, habilidades e conhecimentos do aprendiz.

Por meio da exploração, da descoberta, da ludicidade e de situações e problemas reais, o aluno não irá apenas aprender o conteúdo proposto, mas se desenvolver integralmente como um sujeito social que tem impacto em sua comunidade.

Se pudéssemos colocar as Metodologias Ativas em um vidrinho e analisar seu DNA em um microscópio, muito provavelmente descobriríamos que ele é formado pelas seguintes palavras:

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Agora vamos nos aprofundar um pouco mais nesse assunto, particularmente porque Metodologia Ativa é um termo guarda-chuva que pode abranger diferentes abordagens.

No TBS, incentivamos o uso de diversas abordagens de ensino que, combinadas, proporcionam uma experiência de aprendizagem única do inglês. São elas:

1. Maker-Centered Learning

Maker-Centered Learning surgiu em Harvard, com o Project Zero, e se baseia  na cultura e no empoderamento maker. Protagonismo e empoderamento são suas palavras-chave.

Como esse empoderamento acontece?

O empoderamento se dá a partir do desenvolvimento da sensibilidade dos alunos para o design, e isso fica evidente quando olhamos para os três pilares dessa metodologia:

Durante todo o processo, o aluno aprende diferentes disciplinas, entre as quais a língua inglesa, claro.

A aprendizagem centrada no fazer — Maker-Centered Learning — pressupõe uma postura de observar o mundo ao redor com o olhar de um designer, no sentido de o aluno enxergar possibilidades de mudança, impacto e transformação. Em suma, essa é a real missão da educação. 

Essa sensibilidade para o design engaja o aluno e desenvolve nele a disposição para esse olhar de perto, bem como  o incentiva a explorar as complexidades que encontra em suas análises e o encoraja a identificar oportunidades de produzir algo novo a partir de sua aprendizagem. 

E é no “identificar oportunidades” que o aluno exercerá esse impacto no mundo a fim de transformá-lo. 

Às vezes, esse contato começa com algo pequeno, como a nossa comunidade: a sala de aula, a escola ou o bairro. O objetivo é que o aluno comece a pensar de uma nova  forma, conforme vai crescendo e se desenvolvendo, e, assim, entenda que ele pode modificar sua realidade.

2. STEAM Education

Outro conceito que aplicamos em nosso dia a dia é o do Institute for Art Integration and STEAM. 

STEAM é um acrônimo, gerado a partir da junção dos termos Science = Ciência, Technology = Tecnologia, Engineering = Engenharia, Arts = Arte e Math = Matemática.

Essa abordagem não se refere apenas ao ensino dessas disciplinas, pois isso já acontece de maneira separada, mas sim à integração dessas disciplinas para promover um aprendizado ancorado em problemas e situações reais.

STEAM Education defende que essa integração promove uma melhor aprendizagem. Portanto, você não irá só ensinar ciências, mas ciências, artes e matemática, por exemplo, ao mesmo tempo.

Uma coisa muito bacana do conceito STEAM é que ele traz um olhar para o aprendiz, para o aluno, e o leva a se colocar no lugar de um cientista, de um matemático, de um fotógrafo, de um artista, de um designer. Ele mergulha em um papel profissional e em uma experiência autêntica que promove engajamento. 

Assim como na vida real,  as áreas do conhecimento convergem e não são compartimentalizadas. A educação, então, também deve promover a integração das múltiplas disciplinas e conteúdos.  

Como dito anteriormente, as diferentes metodologias de ensino apresentam intersecções, e é nos pilares da autenticidade e da sensibilidade ao design que o Maker-Centered Learning e o STEAM se encontram.A sensibilidade para o design é algo que os cientistas, os engenheiros, os artistas e os matemáticos precisam ter e que o aluno vai exercitar para poder realizar os desafios propostos em sala de aula.

E quanto à língua inglesa? Bom, nada disso acontece sem o uso da língua. A língua é o que nos move, é como nos comunicamos, como colaboramos e como nos engajamos em experiências de aprendizagem ativa. O ensino do inglês se enriquece por essa integração entre o STEAM e o Marker-Centered Learning.

3. Project-Based Learning

Também merece menção a aprendizagem centrada em projetos, que, assim como as demais, traz em sua estrutura a integração.

O aluno está aprendendo a língua inglesa e conteúdos não para passar em uma prova ou atingir a média, mas sim para realizar um projeto que é baseado em um problema real, que terá um impacto real em sua comunidade, e isso é feito diante de uma audiência igualmente real.

Na Casa Thomas Jefferson, por exemplo, nossos alunos adolescentes estão se engajando em diversos projetos de cunho social e artístico, em que a língua inglesa é um veículo para esse engajamento e para que eles criem diversos artefatos: sites, podcasts, guias de viagem, histórias, etc.Ou seja, nesse processo eles estão aprendendo e usando a língua inglesa na prática, para se comunicar com uma audiência real. Estão usando o inglês de maneira natural.

Isso é ser dono de seu aprender!

Imerso nessa cultura do fazer, o estudante sente orgulhodo que está criando, da qualidade do seu trabalho, do seu valor, e o processo de apredizagem é impactado por essa reestruturação do ensinar e do aprender. O aluno desenvolve uma relação completamente diferente com o ato de aprender, e também é outra a relação que o próprio professor estabelece com esse aluno.

Em salas de aula baseadas em relações horizontais, como proposto pela aprendizagem baseada em projetos, encontra-se uma dinâmica entre iguais em busca de um mesmo objetivo, e isso faz toda a diferença no resultado final.

Cultura Maker

E o que esses  três olhares, essas três perspectivas têm em comum? Eles colocam o aluno em um lugar de protagonismo, no centro da experiência de aprendizagem.

Ao articular metodologias ativas, pedagogicamente falando, você traz, para dentro da escola, experiências de conexão que ultrapassam as paredes da sala de aula, onde o professor é parceiro do aluno e onde o motor da aprendizagem é a curiosidade do aluno.

Esse é o nosso papel como mediadores, como facilitadores, como adultos. Nós estamos ali para guiar o aluno nesse processo, mas não para percorrer o caminho por ele. Essa é a grande diferença: é o aluno que está realmente no centro de seu próprio processo de aprendizagem.  

Alguns professores costumam confundir Cultura Maker — aprendizagem centrada no fazer — com máquinas, impressoras 3D, espaços coloridos, mas ser Maker não tem a ver com tecnologias avançadas. Papel e lápis, os itens mais tradicionais de uma sala de aula, também podem “ser Maker”.

Olhar ao seu redor, do ponto de vista de“eu sou capaz de impactar e de mudar o mundo”, essa é a essência Maker.

Crianças e adolescentes têm esse olhar naturalmente, faz parte da fase de vida deles, mas eles costumam perder esse olhar  ao longo da carreira escolar, e nós precisamos resgatá-lo, resgatar esse encantamento pelo aprendizado.

Esse é um grande desafio para nós, educadores, porque fomos educados de maneira tradicional, mais passiva, então o primeiro desafio é que nós sejamos capazes de nos desconstruir para, assim, podermos nos reconstruir.

A boa notícia é que podemos fazer isso ao lado dos nossos alunos. Basta estarmos abertos para começar a explorar essas metodologias em sala de aula.

Um modelo de ensino baseado em Metodologias Ativas consiste em você achar oportunidades para responder perguntas — normalmente, é assim que se começa um projeto — para as quais você não conseguirá respostas facilmente, como com uma simples pesquisa no Google, por exemplo. O aluno precisará olhar de perto, explorar essa complexidade, para, no fim, achar a oportunidade, achar uma solução, responder essa pergunta ou fazer novas perguntas a partir de suas observações.

O aluno aprende de uma maneira autêntica, que realmente é “life long”, um aprendizado que fica para a vida inteira, principalmente porque a própria vida nada mais é do que uma grande coleção de projetos.

Se você chegou até aqui e gostaria de conhecer melhor esse modelo de ensino e saber como começar a aplicá-lo agora mesmo, em seu processo de ensino, entre em contato com o TBS. Será um prazer compartilhar com você e seus alunos, nossas experiências e aprendizados no contexto do ensino bilíngue.

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